A UFS e o Coronavírus

Quando foram anunciados os primeiros casos de crianças nascidas de mães acometidas do Zika vírus, no Brasil, a Universidade Federal de Sergipe adiantou-se e tomou as medidas que foram possíveis e cabíveis para, através do Hospital Universitário, atender as crianças nascidas em Sergipe, portadoras das consequências pertinentes àquele mal. Foram atendidas dezenas de crianças. Ou seja, a UFS prestou um serviço relevante às famílias que, atônitas, muitas vezes não saberiam a quem recorrer. Este é o papel de uma Universidade pública, que está inseria no meio da sociedade e a esta deve servir.

Agora, diante da pandemia anunciada do coronavírus, ou Covid-19, segundo prescrições da Organização Mundial da Saúde, volta a Universidade Federal de Sergipe a tomar providências. Desta vez, no que diz respeito às ações internas, que visam a prevenir e preservar a integridade da saúde da comunidade universitária (discentes, docentes, técnicos e terceirizados), mas, também, pensando nas famílias de todos que atuam nos nossos campi.

Assim sendo, na tarde da última quinta-feira, reunimos um grupo de gestores, das mais diversas áreas da UFS, para tomar as deliberações necessárias com vistas a enfrentar esse novo mal, que aflige toda a humanidade e que, segundo, projeções técnicas da área da saúde, tende a alastrar-se vertiginosamente no hemisfério Sul, como já vem fazendo no hemisfério Norte.

De pronto, constituímos um Comitê de Prevenção e Redução de Riscos do Covid-19, que passou a ter a incumbência de sugerir a edição de normativos e a efetivação de ações atinentes ao enfrentamento do novo vírus.

Diga-se de passagem que outras Instituições de Ensino Superior e mesmo escolas de nível básico (fundamental e médio) também começaram a tomar medidas afins, pelo Brasil afora.

Quem tem a reponsabilidade da gestão universitária, ou de qualquer outra forma de gestão pública, não deve ficar alheio às necessidades de suas respectivas comunidades internas e da sociedade em geral.

A nossa decisão de preparar todos os setores da Universidade Federal de Sergipe, para enfrentar e conviver com o que está por vir, nada mais é do que o dever que a natureza do cargo que ocupamos nos impõe.

Todas as situações foram logo estudadas, nos campi onde as aulas estão por findar (semestre 2019.2) e nos campi onde as aulas estão por se iniciar (semestre 2020.1), pois os calendários são distintos, nalguns casos.

Do mesmo modo, preparamos os Hospitais Universitários (de Aracaju e de Lagarto), para os atendimentos que, por ventura, venham a ser necessários, dentro das especificações de cada um deles.

Foi recomendada a suspensão de atividades institucionais de maior impacto em termos de aglomeração de pessoas, ou adiadas sine die.

Materiais indispensáveis para a higienização das pessoas estão sendo disponibilizados, além do usual.

O Comitê acima referido estará em pleno funcionamento, inclusive para acompanhar o desenrolar de todo o processo de prevenção e redução dos possíveis riscos advindos do Covid-19. Os seus componentes estarão monitorando todos os acontecimentos externos e, mais tarde, internos, quando e se for o caso.

Não haveremos de descansar. A gestão da Universidade Federal de Sergipe não poderia deixar de cumprir o seu dever. Oxalá, não tenhamos que sofrer maiores impactos em face do Covid-19. Porém, deveremos estar atentos para o que puder acontecer.

Nos momentos oportunos, sempre que for preciso, estaremos informando a comunidade acadêmica, em todos os nossos campi, bem como a sociedade sergipana, sobre tudo o que for necessário dar a conhecer.

A humanidade, através dos tempos, enfrentou várias adversidades. Haveremos de vencer mais esta.

Angelo Roberto Antoniolli é reitor da Universidade Federal de Sergipe.

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